

Dois mandados de prisão foram cumpridos e um homem foi preso. Um segundo suspeito, apontado como líder da associação criminosa, resistiu à ordem de prisão, efetuou vários disparos contra os policiais, e houve troca de tiros. Mesmo socorrido e levado a uma unidade de saúde, o suspeito morreu.
A operação Tânatos foi coordenada pela Divisão de Homicídios (DH) e é consequência de uma força-tarefa instalada na Divisão de Homicídios desde a ocorrência do crime. Durante as investigações, que reuniram mais de 100 agentes, com o apoio da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), também foram apreendidos documentos, uma arma de fogo e celulares dos envolvidos.
Todas as vítimas - encontradas em uma área de mata em Ananindeua - já foram identificadas, porém, os corpos de um homem e uma mulher ainda estão estão no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPC), em Belém, e devem passar por exame de comparativo genético com familiares. O teste é necessário em consequência do estado avançado de decomposição em que foram encontrados. Em um levantamento preliminar, foi constatado que nenhuma das vítimas tem passagem registrada pela polícia. A ligação entre as vítimas ainda está sendo alvo de investigação.
A resposta rápida nas investigações, apenas 13 dias após a localização das vítimas, foi uma determinação do delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende: "A força-tarefa foi composta por inúmeros agentes da Polícia Civil, além da participação direta de outros órgãos que compõem o sistema de segurança pública, como CPC Renato Chaves, Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além do reforço e parceria do Ministério Público Estadual. Todos os mandatos foram feitos com provas contundentes que todos os alvos tinham ligação com o crime", disse.

A Operação continua e as diligências estão sendo feitas na capital e no interior do Estado. Quem tiver informações que possam ajudar na investigação, pode repassar para o Disque-Denúncia, 181. A ligação é gratuita e o sigilo é garantido.