

São 12 leitos no total, entre clínicos e cirúrgicos. A admissão de pacientes dá-se, em nível prioritário, por meio do sistema de regulação da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) e também do Ambulatório de Fígado da Santa Casa.
“Desde a inauguração, já recebemos mais de 20 pacientes. Estamos operando com ótimo nível de tecnologia, equipes especializadas e fluxo otimizado de leitos”, explica o cirurgião Rafael Garcia, coordenador geral do serviço de fígado na Santa Casa e coordenador do Centro Estadual de Referência de Doenças do Fígado.

A mãe, a microempreendedora Maria Marta Ferreira, reforça que o preparo dos profissionais, inspira confiança: “Gostamos bastante da infraestrutura da Santa Casa. É uma questão de o ambiente, os profissionais, tudo faz com que a gente acredite que realmente somos beneficiários de um serviço público de qualidade”, diz.
Referência - A Santa Casa é referência estadual em tratamento de doenças do fígado desde 2012, com certificação pelo governo federal.
O arcabouço de Ambulatório, mais a nova Enfermaria, acompanha, pelo menos, três mil pacientes considerados crônicos e mais de 120 pacientes, que foram transplantados em outros estados e residem no Pará.
Na Enfermaria Santo Expedito, o Governo do Estado investiu quase meio milhão de reais para reformar 300 m², que antes eram área desativada do Prédio Centenário, o mais antigo da Instituição.
Na inauguração, o governador Helder Barbalho, definiu o processo como, “fortalecimento das ações em saúde como um todo”. O presidente da Santa Casa, Bruno Carmona, acrescentou que, “a etapa faz parte de um planejamento, que avança a área de Saúde, como prioritária para o Governo do Pará”.
Em 2019, o Ambulatório do Fígado da Santa Casa, foi indicado pelo Ministério da Saúde (MS), como Centro de Transplante de Fígado do Estado, e, desde então, se prepara para iniciar os procedimentos.
A equipe multidisciplinar vem sendo treinada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, na capital, via o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-Sus).
A previsão é que os transplantes comecem no segundo semestre deste ano, com cerca de quatro cirurgias por mês.

Nesta quinta-feira (24), Antônia, será submetida a uma cirurgia de remoção de um nódulo no fígado.
Internada na Enfermaria Santo Expedito, ela relata “uma esperança muito grande”: “Não vencemos a batalha sozinhos. Primeiro é Deus, e logo, tudo aquilo a que tenho a benção, de ter acesso: o tratamento, o contato humano”, resume.
A filha, Maria Nábia, salienta que uma enfermaria exclusiva para pacientes com doenças no fígado é muito mais do que predial: “Digo que é um conjunto de experiências. Aqui conhecemos histórias felizes de pessoas em situação parecida, que agora, estão curadas ou com o quadro controlado, levando vida normal. Isso dá muito ânimo e fortalece nossa fé”, afirma.