

A criança, que possui cardiopatia congênita, mora em Marabá e está internada na Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC) há quase dois meses, aguardando a quarta cirurgia que precisará fazer, desde que nasceu.
A brinquedoteca “Espaço Curumim” é aliada no tratamento de crianças pacientes do HC.Há um ano, o espaço ganhou novos brinquedos, mobiliário e climatização adequada,além de decoração temática. A reestruturação oferece estímulos para o desenvolvimento sensorial, motor, perceptivo e cognitivo das crianças.

EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
O espaço é utilizado por uma equipe multiprofissional, composta por psicóloga, pedagoga, assistente social, terapeuta ocupacional e brinquedistas, que atuam para promover a ludicidade do espaço aliada ao desenvolvimento infantil. “Ao ser internada, a criança deixa para trás todo o mundo que ela fazia parte, a família, os amiguinhos, os vizinhos, a escola, a sua vida de criança. Só que o desenvolvimento infantil não cessa dentro de um Hospital, pelo contrário, ele precisa ser fortalecido”, ressalta a psicóloga da unidade, Tatiana Montalvão.
Segundo a profissional, a brinquedoteca é um espaço de prazer, que promove o desenvolvimento de habilidades múltiplas, de aprendizado, de integração e do processo de identificação. “Quando uma criança, que vai se operar, vê o coleguinha, que também vai passar por algum procedimento, brincando ao lado, o medo da dor pode minimizar. O objetivo é fazer com que a criança tenha os efeitos da hospitalização minimizados”, afirma.

EMOÇÃO
Com lágrimas nos olhos, Jessica Martins, que é mãe da Ketlyn Carneiro, de 9 meses, se emociona ao falar sobre as dificuldades e as superações que vive com a sua filha desde que a neném, que está internada no hospital há 15 dias, foi diagnosticada como cardiopata.
“Com quatro meses, comecei a perceber que ela ficava mais cansada que o normal, com o desenvolvimento muito lento. Viemos de Barcarena e encontrei no HC um atendimento maravilhoso, com profissionais atenciosos e preocupados. A brinquedoteca nos desestressa da rotina de hospital, que é realmente muito pesada. Aqui ela se sente a vontade, relaxa tanto que até dorme”, conta Jessica.