Entregue há um mês pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), a ponte “Gerson Peres”, sobre o rio Meruú, em Igarapé-Miri, continua cumprindo um papel importante na mobilidade urbana e escoamento de produção da região do Baixo Tocantins. Com uma estrutura moderna, a nova via também permite a navegação no rio e representa desenvolvimento econômico-social para 12 municípios.
“Há exatamente 30 dias, inauguramos a ponte Gerson Peres, no Meruú, mudando de forma exponencial o modal rodoviário naquele trecho da PA 151. Com o fim da travessia por balsa transpor à outra margem do rio, além de deixar de ser oneroso para quem transportava a produção, algo em torno de R$ 2 mil por dia para as empresas de açaí em época da safra, também permitiu influenciar de forma direta no desenvolvimento humano, como por exemplo na educação, saúde e segurança”, destacou Adler Silveira, secretário de Transportes do Estado.
De forma prática, a nova via facilitou o escoamento de produção e a mobilidade urbana, integrando 12 municípios paraenses: Igarapé-Miri, Mocajuba, Barcarena, Abaetetuba, Cametá, Baião, Moju, Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides e Santa Izabel. Segundo o último censo do IBGE, cerca de 740 mil habitantes residem na região, e portanto, foram beneficiados pela nova via. Maior produtor de açaí do Brasil, Igarapé-Miri foi um dos maiores amparados, já que a economia local gira em torno do escoamento de produção e exportação do fruto.
Se no passado os motoristas aguardavam até uma hora para atravessar o rio Meruú, hoje o percurso de uma margem a outra é feito em 38 segundos. Isso representa um ganho para logística, produção e economia dos municípios da região.
Há um mês, as viagens ficaram mais rápidas e curtas para David Cardoso, de 35 anos, motorista de ambulância do sistema de saúde municipal de Cametá. “Para nós, condutores de ambulância e para os pacientes, melhorou muito. Antes, as viagens duravam mais de três horas e agora, nós tiramos cerca de duas horas até Belém. Foi uma grande vitória para os municípios do Baixo Tocantins sem dúvida, já que agilizou muito nosso trabalho de locomoção”, conta ele, que costuma fazer o trajeto Cametá-Belém-Cametá sempre que necessário.
Para o representante de vendas Lucas Araújo, de 21 anos, as viagens de motocicleta a trabalho para região também ficaram mais dinâmicas com a construção da ponte. “Era muito complicado. Antes, eu perdia muito tempo para atravessar, as vezes mais de duas horas, perdia toda uma logística porque trabalho com vendas. Quando a gente viajava a noite também era muito perigoso ficar parado para esperar a balsa, já que é uma rodovia bastante deserta. Agora, com a ponte, nós conseguimos concluir nosso trajeto ainda de dia, sem risco de ser assaltado ou roubado, então é um ganho muito grande para nós”, frisou ele.
Infraestrutura- Entregue no dia 24 de fevereiro, a ponte sobre o rio Meruú tem 560 metros de extensão e ganhou o nome de Gerson Peres em homenagem ao ex-deputado federal paraense falecido em 2020. Localizada no quilômetro 100 da PA-151, ela possui 15 pilares para apoio e sustentação do tabuleiro.
A ponte foi construída com dolfins de proteção dos seus pilares a fim de evitar choque de embarcações. Os dois vãos centrais para navegação da ponte Gerson Peres podem receber embarcações de até oito metros de altura e até 30 metros de largura, facilitando a navegação no rio Meruú.
Construída há mais de 20 anos, a rodovia PA-151 tem 255,7 quilômetros de extensão e dá acesso aos municípios de Barcarena, Abaetetuba, Igarapé-Miri, Cametá, Mocajuba, Baião e Moju.