
Em ação de combate à disseminação do novo coronavírus, 30 detentos da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) do Pará pintaram marcações no chão de pontos de ônibus da Região Metropolitana de Belém para determinar distâncias de 1 metro. O objetivo é orientar as pessoas a se manterem afastadas, de maneira a evitar aglomerações e, dessa forma, prevenir o contágio. Nas redes sociais, no entanto, a iniciativa foi distorcida por perfis bolsonaristas, que passaram a divulgar que os presos vigiariam as pessoas nos pontos de ônibus paraenses.
Os posts enganosos reproduzem um vídeo em que o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), fala sobre essa ação. Ele diz o seguinte: “Nós estaremos com os presos fazendo marcações das paradas de ônibus da região metropolitana. Vamos botar essa turma para trabalhar e ajudar nesse momento. Portanto, os presos estarão trabalhando na marcação das paradas de ônibus para orientar a população e, com isso, evitar aglomeração, com essa distância de 1 metro para cada cidadão que esteja nas paradas.”
No Twitter, o perfil de Helder Barbalho respondeu às contas que republicaram o vídeo. “Fake news é crime”, publicou a conta do governador. “Os detentos estão trabalhando para demarcar espaços de distanciamento social nas paradas de ônibus de Belém e não para vigiar as pessoas”.
Égua @helderbarbalho , já tá aloprando nas invenções, muitos já fazem esse trabalho, só que geralmente roubam os passageiros...assim, não dá.
— Adm. Anderson Braga (@Andersoncfb) April 11, 2020
Diversos perfis bolsonaristas no Twitter divulgaram o boato de que o governo do Pará colocaria presos para vigiar as paradas de ônibus, entre eles o do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), do deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) e da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que apagou o post. O vídeo de Barbalho também foi compartilhado no Facebook.